Última atualização: 24 de junho de 2020

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Saiba a diferença entre surto, epidemia, pandemia e endemia

Saiba a Diferença entre Surto, Epidemia, Pandemia e Endemia, aqui neste artigo!

Vez ou outra, somos noticiados com novas doenças que afetam a população, seja em uma determinada região específica do país, no país inteiro, ou, até mesmo ao redor do mundo, como é o caso da COVID-19. As contaminações causadas por essas doenças, podem afetar o sistema imunológico de forma tão prejudicial que pode levar a óbito. 

É importante saber a diferença entre surto, epidemia, pandemia e endemia, para não ter surpresas e ficar ciente da importância dos cuidados que devemos ter, a fim de não prejudicar a nossa saúde e de outras pessoas. 

Qual a diferença entre surto, epidemia, pandemia e endemia? Confira a seguir. 

Qual a diferença entre Surto, Epidemia, Pandemia e Endemia

Surto

Isso acontece quando ocorre um aumento repentino do número de contaminados por uma determinada doença. Um exemplo comum no Brasil é a dengue, que, normalmente, contamina várias pessoas em um mesmo bairro ou cidade. A partir desse momento, as autoridades daquele local tratam a situação como um surto.

Epidemia

Epidemia é quando uma doença se espalha de forma rápida em um grande número de pessoas dentro de uma determinada população. Por exemplo, quando se fala de meningite, se houver mais de 15 casos por 100 mil habitantes durante duas semanas, isso é tratado como epidemia. A palavra “epidemia” vem dos termos gregos “epi” (sobre ou acima de) e “demos” (povo).

Vários fatores podem causar uma epidemia. Um dos motivos mais comuns é uma mudança na ecologia (por exemplo, aumento na quantidade de insetos portadores de um vírus). Além disso, mudanças genéticas em alguns seres vivos também podem causar esse problema. Por exemplo, insetos que não transmitiam determinadas doenças e que, por alguma razão, passaram a transmitir.

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Em geral, epidemias ocorrem quando a imunidade de algum hospedeiro está mais baixa que o normal. Dessa forma, um determinado vírus consegue dominar o organismo de sua vítima com mais facilidade. A partir desse momento, aquele vírus começa a se espalhar e a contaminar mais pessoas.

Normalmente, uma epidemia é restrita a uma comunidade ou região. Se, por acaso, ela se espalhar por outros países e contaminar um grande número de pessoas, ela se transformará em uma pandemia.

Declarar uma doença como epidêmica exige um bom entendimento das taxas de incidência. Por exemplo, a gripe tem uma determinada taxa de incidência. Se essa taxa sofrer um grande aumento em uma determinada região, pode ser vista como epidemia. 

Endemia

Uma doença infecciosa se torna endêmica quando o contágio atinge uma região específica. Normalmente, endemias não estão relacionadas ao número de pessoas infectadas, mas à frequência com que um surto de uma doença acontece. 

Por exemplo, o norte brasileiro é endêmico com relação à febre amarela, e o Reino Unido é endêmico quando se trata de catapora. Apesar da catapora ser muito frequente na Terra da Rainha Elizabeth II, ela não se transforma em epidemia. A catapora não se alastra por lá, pois a quantidade de mosquitos que a transmite não é suficiente para isso.

Pandemia

Essa é a pior situação possível quando o assunto é uma doença infecciosa. Normalmente, pandemias são declaradas quando uma doença começa a afetar várias partes do planeta. 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) só declara pandemias quando países de todos os continentes apresentam casos da doença. Antes da Covid-19, a última vez que uma pandemia surgiu foi em 2009, quando houve uma crise por conta da gripe suína, conhecida como H1N1.

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  • Fases Mundiais da Pandemia:

A OMS criou uma espécie de planejamento para definir as fases de uma pandemia. Dessa forma, a organização faz recomendações e pede que os países tomem algumas medidas para conter o problema. Veja quais são as fases de uma pandemia:

Interpandemia

1ª fase: sem novas descobertas de subtipos de vírus em seres humanos;

2ª fase: sem novas descobertas de subtipos de vírus em seres humanos, no entanto, surge uma nova doença animal.

Alerta de Pandemia

3ª fase: surge o primeiro infectado por conta do novo subtipo, no entanto, ainda não existe infecção de um humano para o outro;

4ª fase: primeiras transmissões de um ser humano para o outro com localização limitada;

5ª fase: grandes focos de transmissão entre seres humanos, porém, ainda com localização restrita.

Período de Pandemia

6ª fase: pandemia confirmada, pois a contaminação entre humanos se alastrou pelo planeta.

Possíveis Pandemias

Doenças letais como ebola, Febre de Lassa, vírus de Marburg e febre hemorrágica da Bolívia possuem potencial pandêmico. Além de matarem suas vítimas em pouco tempo, essas doenças são muito contagiosas.

No entanto, para que essas doenças atinjam um nível gigantesco de contágio, é necessário que haja contato íntimo com um vetor infectado. Contudo, existe a possibilidade desses vírus sofrem mutações genéticas, o que aumentaria as chances de contágio. Por conta disso, a comunidade científica sempre observa com atenção essas doenças.

HIV

O vírus causador da AIDS é visto como uma pandemia global, pois, o número de infectados por essa doença é equivalente a 25% da população da África subsaariana. Só no continente africano, uma em cada 25 pessoas é portadora desse vírus. 

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Além da propagação na África, ainda existe um grande aumento do número de infectados nas Américas e na Ásia. A cada dia que passa, o número de contaminados pelo HIV se torna cada vez maior. Em 2018, 770 mil pessoas morreram com essa doença.

Gripe Aviária

Em fevereiro de 2004, o vírus da gripe das aves foi descoberto no Vietnã. A grande preocupação é que esse vírus se una com o vírus da gripe humana, o que poderia gerar uma doença letal para os seres humanos. 

Caso essa mutação aconteça, talvez surja uma pandemia tão perigosa quanto a gripe espanhola. Contudo, a combinação “gripe aviária + gripe humana” pode causar uma pandemia menos letal, mais parecida com a gripe de Hong Kong. 

Agora que sabe a diferença entre Surto, Epidemia, Pandemia e Endemia, poderá tratar cada doença com a devida importância, realizando os cuidados básicos de saúde necessários para evitá-la.