Última atualização: 11 de julho de 2020

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Quatro pandemias mais mortais da história humana

  • Tô Bugado 

O número de óbitos causados pela pandemia de Covid-19 assusta e impressiona, mas a doença não é a mais mortífera da história da humanidade.

O mundo passa por um momento de turbulência e caos, onde tudo se encontra incerto, o ano de 2020 que parecia ser promissor se tornou sombrio, por causa de uma nova doença que surgiu na China em meados de dezembro de 2019 e rapidamente se espalhou pelo mundo, fazendo com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretasse uma pandemia global.

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Pouco se sabe ainda sobre a nova doença causada pelo vírus Covid-19, os médicos e especialistas em infectologia não tem certeza de como esse vírus, que já era presente na natureza, sofreu uma mutação e passou a atingir os seres humanos, ainda não há remédios e vacinas para a doença, e não se sabe se a imunidade adquirida pelos que pegaram o vírus será permanente ou se os infectados terão sequelas a longo prazo.

A doença causada pelo Covid-19 foi batizada de Coronavírus, e seus principais sintomas são febre, perda do paladar e do olfato e dificuldade em respirar; os sintomas se mostraram de intensidade diversificada, a pessoas que não apresentaram nenhum sintoma e outras que tiveram graves complicações, indo a óbito.

As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) de diversos países ficaram lotadas, médicos tiveram que tomar a difícil decisão de quem iria sobreviver, pois não havia respiradores suficientes para todos os enfermos.

A pandemia causada pelo novo Coronavírus segue em ascensão global, não se sabe quando será o seu término, a única alternativa contra a doença é a prevenção, que se dá através de isolamento social e uso constante de máscara e álcool em gel.

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Ultrapassando a barreira de 11 milhões de óbitos, a pandemia causada pelo novo Coronavírus pode vir a ser uma das mais mortais da história da humanidade.

Abaixo listamos outras quatro pandemias mortíferas que assolaram a humanidade:

Peste Bubônica 

A Peste Bubônica popularmente conhecida como Peste Negra é uma doença causada pela bactéria Yersínia Pestis, cujos principais sintomas são febre, calafrios, fadiga, dor de cabeça, dores musculares e inchaço dos gânglios linfáticos. A doença acontece quando pulgas, que vivem em ratos contaminados com a bactéria, mordem os seres humanos e após contaminado o ser humano passa a transmitir a doença para outro ser humano através das vias respiratórias e do contato com secreções contaminadas.

Cientistas acreditam que a Peste Bubônica se originou na Ásia Central, se espalhando para outros lugares do mundo a partir do século XIV. A Europa foi o continente mais atingido pela Peste Bubônica, estima-se que 1/3 da população europeia do período tenha vindo a óbito.

A contenção da doença se deu através da adoção de medidas de higiene e saneamento básico, inexistentes até então.

Estima-se que o grande o surto de Peste Bubônica ocorrido no século XIV tenha matado aproximadamente 450 milhões de pessoas. A doença ainda existe e ocasionalmente somos notificados de surtos regionais causados pela Peste Bubônica ao redor do mundo.

Varíola

A Varíola é um vírus transmitido de pessoa para pessoa através das vias aéreas, outra forma de contágio é o contato direto com roupas e objetos contaminados. A doença causa febre, dor de cabeça, dor lombar e mal-estar.

Estima-se que a Varíola dizimou populações inteiras, como o caso dos nativos americanos, que ao ter contato com os Europeus, adquiriram massivamente a doença, 90% da população veio a óbito.

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A Varíola assolou a humanidade por aproximadamente 3000 anos, tendo levado a óbito 56 milhões de pessoas, foi erradicada após uma intensa campanha de vacinação, o último caso registrado de Varíola ocorreu em 1980.

Gripe Espanhola

A Gripe Espanhola ocorreu entre janeiro de 1918 e dezembro de 1920, foi uma massiva pandemia causada pelo Influenzavirus H1N1, e segundo estimativas dizimou 50 milhões de pessoas.

A Gripe Espanhola surgiu no Reino Unido durante a Primeira Guerra Mundial e logo se espalhou por todo o continente Europeu, na Espanha recebeu grande atenção da imprensa local, sendo por isso a doença batizada popularmente como Gripe Espanhola.

No ano de 2009, houve um novo surto da doença ocorrido no México, batizado como Gripe Suína, que levou a óbito 100 mil pessoas e colocou o mundo em alerta sobre uma possível nova pandemia global.

A melhor prevenção contra o Influenzavirus H1N1 é a vacinação anual.

HIV/AIDS

O vírus da Imuno Deficiência Humana Adquirida, popularmente conhecido como HIV, ataca o sistema imunológico do hospedeiro, fazendo com que o organismo contaminado não consiga mais se defender de agentes patogênicos.

Há muitas pessoas que vivem anos com o HIV no corpo de forma assintomática, quando o vírus se manifesta, causa uma doença conhecida como AIDS.

Pertencente a família dos retrovírus, o HIV difere-se por ter um longo período de incubação antes do surgimento dos primeiros sintomas e por contaminar células do sistema nervoso e do sangue, suprimindo o sistema imunológico do hospedeiro.

O HIV surgiu através do vírus SIV que se encontra exclusivamente no sistema imunológico de Chimpanzés e do Macaco Verde Africano. O SIV, que até então atingia somente os animais, sofreu uma mutação, dando origem ao HIV e passando a atingir pessoas. Os primeiros casos de HIV surgiram em tribos da África Central, onde seres humanos caçavam e domesticavam os animais hospedeiros do vírus original, sendo os primeiros casos relatados por volta de 1930.

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O HIV difundiu-se pelo mundo a partir da década de 60, sua propagação se deu através de relações sexuais, uso compartilhado de agulhas e objetos cortantes, transfusões de sangue e contágio direto de mãe para filho durante o parto e na amamentação.

A AIDS, doença causada pelo vírus HIV, já levou a óbito mais de 35 milhões de pessoas.

Não há cura para a AIDS, mas remédios que controlam a doença ajudam e permitem que os infectados tenham uma vida relativamente normal.

A AIDS, em seu apogeu pandêmico, causou preconceito e alguns grupos foram acusados de disseminar a doença, pessoas notáveis, como o cantor Freddie Mercury adquiriram o vírus e foram fundamentais para diminuir o estigma social que ronda os portadores de HIV.